sábado, maio 16, 2015

Sempre admirei o vilão, o fora da lei, o filho da puta. Não gosto dos garotos bem-barbeados com gravatas e bons empregos. Gosto dos homens desesperados, homens com dentes rotos e mentes arruinadas e caminhos perdidos. São os que me interessam. Sempre cheios de surpresas e explosões. Também gosto de mulheres vis, cadelas bêbadas que não param de reclamar, que usam meias-calças grandes demais e maquiagens borradas. Estou mais interessado em pervertidos do que em santos. Posso relaxar com os emprestáveis, porque sou um imprestável. Não gosto de leis, morais, religiões, regras. Não gosto de ser moldado pela sociedade. 

domingo, abril 19, 2015

Cuidado, o amor acaba

Fotografia: Ami Vitale

domingo, abril 05, 2015

O suicídio começa por dentro

Fotografia: Richard Burbridge

sábado, março 28, 2015

É obrigatório dizê-lo: pouca gente tem ouvidos puros. Ou mãos limpas.
 Quase ninguém repara em ninguém. Em parte porque o espaço que nos circunda está cheio de chamadas, de perigos e de júbilos; 
O ser humano, longe do que se pensa, é o que menos se nota no mundo.



domingo, março 22, 2015


Preciso de alguém para tirar o meu corpo da cruz

sábado, fevereiro 21, 2015



I hope you know that every time I tell you to get home safe, stay warm, have a good day, or sleep well what I am really saying is I love you.

Fotografia: Mario Testino

sexta-feira, janeiro 09, 2015

"Quando morre, um homem deixa a sua reputação"

quinta-feira, janeiro 01, 2015

Há travessias que só se podem efectuar sozinho, sem ajudas, ainda que correndo riscos de ir a pique numa dessas madrugadas de insónia que nos tornam Pedro e Inês em cripta de Alcobaça, jacentes de pedra até ao fim do mundo.
António Lobo Antunes - Memória de Elefante, 1979
Fotografia: Autor desconhecido

quarta-feira, dezembro 31, 2014

Há alguns dias, Deus — ou isso que chamamos assim, tão descuidadamente, de Deus —, enviou-me certo presente ambíguo: uma possibilidade de amor. Ou disso que chamamos, também com descuido e alguma pressa, de amor

domingo, novembro 02, 2014


Deixo-te 

"O amor nunca morre de morte natural. Ele morre porque nós não sabemos como renovar a sua fonte. Morre de cegueira e dos erros e das traições. Morre de doença e das feridas; morre de exaustão, das devastações, da falta de brilho".
Anais Nin
Fotografia: Letitia as a doll on Britain & Ireland's Next Top Model










sábado, outubro 11, 2014

Um domingo de tarde sozinha em casa dobrei-me em dois para a frente - como em dores de parto - e vi que a menina em mim estava morrendo. Nunca esquecerei esse domingo. Para cicatrizar levou dias. E eis-me aqui. Dura, silenciosa e heróica. Sem menina dentro de mim.

Clarice Lispector, in A Descoberta do Mundo
Fotografia: autor desconhecido

quinta-feira, setembro 25, 2014


Caiu-me a alma a uma latrina, preciso de um banho por dentro!

Fotografia: desconhecido

domingo, setembro 14, 2014

Nunca encontrei mulher mais cobarde do que eu.
Recapitulo: mulheres que estão à espera como eu, não, nenhuma é assim tão cobarde.

Ouve-se: U2 - Invisible

domingo, agosto 10, 2014

Quantos homens serão necessários para me esquecer do teu abraço? 

Pedro Chagas Freitas in Prometo Falhar
Fotografia: Mark Seliger
 
Continuamos a mastigar a felicidade mesmo quando não tem mais paladar
E ficamos a digeri-la até o paladar voltar

Fotografia: Nick Dorey

A ferida por baixo da cicatriz
- quem cura?

Fotografia: Autor desconhecido

Quando eu pensava que não podia ser mais feliz, manhã após manhã era mais, mas só um bocadinho mais do que o máximo humanamente possível; pensava eu ser absolutamente impossível que eu fosse, de repente, muito mais feliz, do que a própria felicidade até. Mas, de repente, fui. Muito mais. Casei com o meu amor e o meu amor tornou-se a minha mulher, minha em tudo, para tudo, para sempre. E eu, finalmente, consegui divorciar-me de mim e deixar de ser tão triste e aborrecidamente meu, trocando-me, no melhor negócio do século, por ela. Ela ficou minha. Eu fiquei dela. É ou não é estranho e lindo e bem pensado por Deus Nosso Senhor que ambos pensemos que nos livrámos de boa e ficámos a ganhar? É.
É sim. A minha mulher é mais minha do que eu alguma vez fui meu — e eu antes não podia ter sido mais para mim, felizmente. (...)
Não me venham com modernismos de meia-tijela, liberalices sem fundamento humano, tretas de quem não ama, de quem não aspira ser de outro, amado, que nos ama. Casar é trocar. Casar é trocar a liberdade podre, que é a de cada um, pela posse rica, que é a de quem se quer. E casando se passa a ter, absolutamente, por vontade de quem se dá e de quem recebe.
Casando por amor prescinde-se do nosso pior inimigo (nós próprios), entregando-o a quem sabe e gosta de aproveitá-lo, abusá-lo, tirar o maior prazer dele. E recebe-se quem mais queremos, para dela fazermos o que queremos, que é tudo.
Miguel Esteves Cardoso, in 'Explicações de Português'
Fotografia: Autor desconhecido



domingo, julho 20, 2014

"Nem todas as verdades são para todos os ouvidos"

terça-feira, julho 08, 2014

Todos os corações têm um limite. E é na diferença no que acontece depois desse limite que se faz a diferença entre as pessoas: alguns corações, depois do limite, explodem – e atiram para fora tudo o que estava por dentro a magoar; outros corações, depois do limite, implodem – e atiram para dentro tudo o que estava por fora a magoar.

Seja como for: todos os corações acabam em cacos.


  Pedro Chagas Freitas - "In Sexus Veritas"
Fotografia:Eduardo Gageiro